Mundo
EUA "prestes a concluir acordo" para comprar e vender petróleo venezuelano
O secretário de Estado norte-americano adiantou que o plano dos EUA para a Venezuela está assente em três etapas: estabilização, recuperação e transição.
Em declarações à imprensa no Capitólio, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão prestes a fechar um acordo para adquirir "todo o petróleo que está retido na Venezuela".
“Vamos vender no mercado, a preços de mercado, não com os descontos que a Venezuela estava a conseguir”, disse, acrescentando que o dinheiro arrecadado com esse petróleo será administrado de forma que os EUA "controlem a maneira como ele é distribuído, de forma a beneficiar o povo venezuelano e não a corrupção, nem o regime”.
“Temos poder de influência para avançar na frente da estabilização”, acrescentou.
Rubio confirmou a apreensão de dois petroleiros esta quarta-feira e disse que as autoridades venezuelanas interinas queriam que o petróleo de um dos navios apreendidos "fizesse parte deste acordo".
“Eles entendem que a única maneira de transportar petróleo, gerar receita e evitar um colapso económico é a cooperar e a trabalhar com os Estados Unidos”, disse Rubio em conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth.
Os Estados Unidos anunciaram esta quarta-feira a apreensão de dois petroleiros: o petroleiro russo M/V Bella 1, ancorado nas águas territoriais islandesas, e o M/T Sophia, sem bandeira, no Mar das Caraíbas.
Processo de três etapas para a Venezuela
O secretário de Estado norte-americano adiantou ainda que os EUA têm um processo de três etapas para a Venezuela: estabilização, recuperação e transição.
O primeiro passo é a estabilização porque “não queremos que a situação se transforme no caos”. Uma das componentes para este processo, apontou, é a “quarentena” imposta pelos EUA ao petróleo venezuelano, em que “mais dois navios foram apreendidos” e o acordo que vai ser executado para levar “30 a 50 milhões de barris de petróleo” sancionado para vender a “preços de mercado”
“Já estamos a ver progresso com este novo acordo que foi anunciado, e outros acordos virão”, disse Rubio, sem fornecer detalhes sobre os acordos adicionais.
A fase de recuperação “visa garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”.
“Ao mesmo tempo”, querem “iniciar o processo de reconciliação a nível nacional na Venezuela, para que as forças de oposição possam ser amnistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta ao país, e para que se comece a reconstruir a sociedade civil”, afirmou.
A terceira fase será “uma fase de transição”. “No fim, caberá ao povo venezuelano transformar seu país”, observou Rubio.
O secretário de Estado norte-americano adiantou ainda que os EUA têm um processo de três etapas para a Venezuela: estabilização, recuperação e transição.
O primeiro passo é a estabilização porque “não queremos que a situação se transforme no caos”. Uma das componentes para este processo, apontou, é a “quarentena” imposta pelos EUA ao petróleo venezuelano, em que “mais dois navios foram apreendidos” e o acordo que vai ser executado para levar “30 a 50 milhões de barris de petróleo” sancionado para vender a “preços de mercado”
“Já estamos a ver progresso com este novo acordo que foi anunciado, e outros acordos virão”, disse Rubio, sem fornecer detalhes sobre os acordos adicionais.
A fase de recuperação “visa garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”.
“Ao mesmo tempo”, querem “iniciar o processo de reconciliação a nível nacional na Venezuela, para que as forças de oposição possam ser amnistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta ao país, e para que se comece a reconstruir a sociedade civil”, afirmou.
A terceira fase será “uma fase de transição”. “No fim, caberá ao povo venezuelano transformar seu país”, observou Rubio.
Rubio negou qualquer "improviso" por parte das autoridades norte-americanas após a operação militar na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, que se encontra atualmente detido nos Estados Unidos.
"Isto não é improvisação", disse o chefe da diplomacia aos jornalistas.
"Isto não é improvisação", disse o chefe da diplomacia aos jornalistas.
O secretário de Estado do departamento da guerra, Pete Hegseth, diz que a administração de Trump tudo fará para defender os interesses dos Estados Unidos e que “só a América conseguia fazer uma operação destas”.
“Somos uma administração de ação para promover os nossos interesses”, disse.
Mais tarde, em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitte, reiterou que, na perspetiva de Washington, era "prematuro" discutir a realização de eleições na Venezuela.
A porta-voz anunciou ainda que Donald Trump se iria reunir na sexta-feira com os responsáveis das principais companhias petrolíferas norte-americanas para "discutir as enormes oportunidades que estão atualmente disponíveis para estas empresas” em Caracas.
“Somos uma administração de ação para promover os nossos interesses”, disse.
Mais tarde, em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitte, reiterou que, na perspetiva de Washington, era "prematuro" discutir a realização de eleições na Venezuela.
A porta-voz anunciou ainda que Donald Trump se iria reunir na sexta-feira com os responsáveis das principais companhias petrolíferas norte-americanas para "discutir as enormes oportunidades que estão atualmente disponíveis para estas empresas” em Caracas.